__ ._Em 1960 ingressei na Escola Superior de Belas-Artes do Porto, onde concluí o curso de escultura. Nesta cidade, conheci o guitarrista Fernando Lencart e o construtor Domingos Cerqueira. Uma grande amizade nos uniu desde o início. Honro aqui as suas memórias, pois a eles devo os meus primeiros conhecimentos da construção da guitarra.

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____Mais tarde, após a minha aposentação no ano de 1998 decidi dedicar parte do meu tempo à construção de instrumentos de corda dedilhada, paixão que sempre me assistiu, desde a minha juventude.
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__.__Já em 1996 , eu tinha começado a construir uma guitarra barroca, uma vihuela e uma guitarra portuguesa para, como costumo dizer, "exercitar convenientemente a mão", aplicando na práctica os meus conhecimentos teóricos sobre acústica e design.
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__.__Reconheço que a minha formação de escultor me ajudou imenso na compreenção da forma, na relação das partes e na harmonia desses cordofones.
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_____Para mim, antes de mais, vejo sempre a construção de um instrumento musical como uma escultura que se completa na sua expressividade sonora.
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_____Desde cedo, fui despertado para a música. Do canto, através da minha mãe; dos sons da guitarra, pelas mãos do meu irmão mais velho.
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__.__Até hoje, e já vão decorridos 10 anos, construí dezenas e dezenas de instrumentos, desde guitarras portuguesas, violas dedilhadas, vihuelas, guitarras barrocas, alaúdes e alguns instrumentos populares como viola braguesa, cavaquinho, viola da terra, bandolins e bandolas.